Meta Ray-Ban e o “bug do alcance”: como marcas estão surfando essa onda no Instagram
Autor e Data
Tags
O marketing digital vive de tendências e, às vezes, de brechas. A mais recente vem dos óculos inteligentes da Meta em parceria com a Ray-Ban. Além de permitir fotos e vídeos captados diretamente do ponto de vista do usuário, esse recurso ativou um “efeito colateral” curioso: conteúdos publicados nos Stories com esse selo estão recebendo um alcance muito acima da média, chegando a 80, 100, até 120 mil visualizações.

O motivo? O algoritmo da Meta passou a priorizar conteúdos captados com os dispositivos, interpretando-os como exclusivos, autênticos e de alto valor para o feed. O selo no Story funciona como um gatilho de diferenciação, destacando o perfil diante da concorrência.
O processo é simples:
- Baixar uma imagem tirada com os Meta Ray-Ban.
- Usar a imagem como fundo do Story.
- Adicionar conteúdo por cima.
- Publicar normalmente.
Esse “hack” gera a percepção de autenticidade e ativa um bug no algoritmo, que aumenta a entrega do conteúdo de forma absurda. É claro que essa vantagem tende a ser temporária a própria Meta deve corrigir a brecha em breve. Mas, até lá, quem está aplicando já colhe resultados expressivos.
Mais do que um truque, o caso revela um insight estratégico: as plataformas estão dispostas a impulsionar novas tecnologias e formatos que elas mesmas lançam. Ou seja, marcas e criadores atentos a essas oportunidades conseguem sair na frente da concorrência, ganhar relevância e capturar atenção sem precisar aumentar o investimento em mídia paga.
👉 A lição para empresas e social media é clara: acompanhar lançamentos de plataformas e explorar rapidamente seus recursos pode gerar ganhos orgânicos que, em pouco tempo, se tornam inatingíveis quando viram padrão.
A pergunta que fica é: sua marca está preparada para aproveitar a próxima brecha que o digital vai abrir?