Antipatia com IA no Ecommerce
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Saiu o E-commerce Trends 2025 ¹ e a grande novidade não está na frequência de compra ou no domínio do mobile, mas no questionamento da inteligência artificial na jornada de compra.

As ferramentas como ChatGPT já respondem por 7% das pesquisas de compra. É um salto expressivo, de zero para isso em apenas um ano. E o detalhe mais revelador: esse espaço não veio do Google (59%) nem das redes sociais (58%), mas dos comparadores de preço. Ou seja: a IA ainda não virou o “novo Google do consumo” e talvez demore mais do que o esperado para virar.
- Apenas 22% avaliam positivamente sua experiência com chatbots;
- Só 21% vê como positivo o uso de imagens com IA no ecommerce;
- Menos da metade, 39%, acredita que a IA irá melhorar a experiência de compra;
- Só 20% confia nas recomendações de IA;
A mensagem é clara: Apesar da curiosidade, há apatia e até antipatia com o uso de IA.
Enquanto isso, o e-commerce segue sustentado pelos velhos fundamentos:
- Preço baixo (61%) é o maior atrativo online.
- Levar na hora (60%) ainda sustenta o físico.
- Frete grátis (72%) e mobile first (78%) continuam sendo o básico da conversão.
- E agora é oficial: WhatsApp é o canal preferência para atendimento (37%).
Social Commerce: a bolha da influência?
A pesquisa ROI e Influência 2025 ² mostra a centralidade da influência: 52% das empresas já consideram influência a estratégia central do negócio. Entre os canais mais estratégicos aparecem:
1.Instagram (83%)
2. Influenciadores (71%)
3. TikTok (45%)
O investimento acompanha essa visão. Dobrou o número de empresas que destinam mais de 50% do orçamento a influenciadores (de 4% para 8%).
E 57% afirmam que vão investir ainda mais.
Mas talvez essa euforia esteja prestes a encontrar seus limites.
Ainda no E-commerce Trends 2026 ¹, temos sinais de desgaste:
- Pesquisa de produtos em redes sociais caiu de 66% para 58%.
- Compras por indicação de influenciadores recuaram de 45% para 42%.
- Enquanto isso, anúncios voltam a crescer: de 69% para 71%.

No fim, fica a provocação: as empresas estão inflando o investimento em influência por que estão sabendo usar, ou por FOMO?
Como usar: Não pense em creators apenas como uma forma de mídia. Se for para ter volume, tráfego pago ainda pode ser uma boa opção.