Paradoxo LinkedIn – Dados inéditos e exclusivos sobre o perfil do usuário no Brasil
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LinkedIn: A bolha furou, mas qual é o show?
O linkedIn sempe teve crescimento silencioso. Ano após ano, aumentava sua base de usuários e seu faturamento com publicidade, mas seguia sendo vista como um lugar para currículo online pela população em geral.
Em 2025, esa bolha finalmente furou. Vimos reportagens sobre creators da rede, marcas B2B começaram a anunciar e o LinkedIn entrou no radar de quem antes só olhava para Instagram e Tiktok.
Mas, junto com a popularidade, vieram as dúvidas: que tipo de rede o LinkedIn quer ser? Feed-centric, como o TikTok e o Instagram, onde o algoritmo define tudo? Creator-centric, como o Youtube, onde personalidades constroem audiências fiéis? Ou community-cenrtric, como o Reddit, focado em grupos e interações entre pares? Hoje, ele parece estar testando um misto dos três e os dados mostram que o jogo ainda está aberto.

A audiência está. E está crescendo.
Os números confirmam que o LinkedIn já é uma plataforma de consumo de conteúdo profissional no Brasil.
- 67% acompanham conteúdos de profissionais da sua área
- 58% consomem conteúdos de empresas
- 31% já contrataram serviços ou empresas descobertos na rede
Mesmo com essa guinada, a lógica original continua forte: 54% ainda entram para procurar vagas de trabalho e 38% já conseguiram emprego via LinkedIn. Ou seja, o palo ficou maior, mas ainda tem muito “currículo digital” no ar.
E, para quem acha que o público está disperso, os números provam o contrário: 72% acessam via smartphone, 22% entram pelo menos uma vez ao dia e 10% acessam várias vezes ao dia. A audiência está presente e ativa, só falta descobrir o formato certo para mantê-la engajada.
O paradoxo: gostam, mas acham chato
O comportamento do usuário brasileiro ainda é contraditório.
- 70% dizem que os conteúdos são relevantes para crescer profissionalmente
- 80% consideram o LinkedIn ótimo para networking
Mas…
- 59% acham a rede “chata”
- 34% nunca postam nada
Em outras palavras: o público assiste, mas ainda não gosta muito do que vê. Isso explica por que os poucos criadores consistentes com conteúdos profundos estão ficando frustrados com a plataforma.
Os formatos ainda não convenceram
O LinkedIn apostou pesado em vídeos curtos, tentando replicar o sucesso de TikTok e Reels. Mas, segundo a pesquisa, apenas 36% dizem gostar muito do recurso, e 58% dos criadores mais frequentes relatam queda no alcance orgânico.
Isso significa que o LinkedIn ainda está amadurecendo sua lógica de distribuição. E quem testar conteúdos agora, enquanto o algoritmo ajusta as regras, tem chance de capturar atenção, mas tem que fazer algo autêntico, para não parecer um “chatão”.